Digressões sobre Fantasia e o O Senhor dos Anéis
A maioria das pessoas tomou contato com os livros de "Fantasy" ou Fantasia a partir de obras como "O Senhor dos Anéis". Esse e outros clássicos, de fato, estabeleceram parâmetros para o gênero, como entendido modernamente. Parece-me que a principal dessas idéias é a presença da magia. É difícil uma obra de Fantasia que não tenha magos ou pessoas com poderes mágicos. Esse elemento, porém, revela outro, que não é tão evidente. Pois a magia é apenas uma das faces do maravilhoso, é apenas um de seus aspectos.
O maravilhoso é a exploração de possibilidades improváveis, a concretização de verdades impossíveis na busca de um efeito estético. A principal virtude de "O Senhor dos Anéis" é, na minha opinião, alcançar esse resultado, criar no leitor uma impressão de concretude em algo que tem, ao mesmo tempo, a marca da improbabilidade, construindo quase a atmosfera de um sonho real. O mundo de "O Senhor Anéis" consegue ser, ao mesmo tempo, abstrato e concreto. Essa fusão em muito transcende a presença de elementos mágicos - ela está nos diálogos, no estilo da narrativa e na descrição dos lugares. Nesse sentido, o maqueísmo da obra pode não não ser uma coisa ruim, uma vez que ajuda a reforçar esse particular estranhamento.
Imagine-se um mundo concreto em que o pensamento pudesse criar distorções, um mundo em que elementos de sonho temperassem paisagens e eventos reais. Eis o que caracteriza a Fantasia, na minha opinião. Mas se o maravilhoso é o elemento definidor do gênero, então, poderíamos construir uma obra de "Fantasy" sem a magia. Será? Tentarei falar um pouco dessa estranha possibilidade num outro artigo.
O maravilhoso é a exploração de possibilidades improváveis, a concretização de verdades impossíveis na busca de um efeito estético. A principal virtude de "O Senhor dos Anéis" é, na minha opinião, alcançar esse resultado, criar no leitor uma impressão de concretude em algo que tem, ao mesmo tempo, a marca da improbabilidade, construindo quase a atmosfera de um sonho real. O mundo de "O Senhor Anéis" consegue ser, ao mesmo tempo, abstrato e concreto. Essa fusão em muito transcende a presença de elementos mágicos - ela está nos diálogos, no estilo da narrativa e na descrição dos lugares. Nesse sentido, o maqueísmo da obra pode não não ser uma coisa ruim, uma vez que ajuda a reforçar esse particular estranhamento.
Imagine-se um mundo concreto em que o pensamento pudesse criar distorções, um mundo em que elementos de sonho temperassem paisagens e eventos reais. Eis o que caracteriza a Fantasia, na minha opinião. Mas se o maravilhoso é o elemento definidor do gênero, então, poderíamos construir uma obra de "Fantasy" sem a magia. Será? Tentarei falar um pouco dessa estranha possibilidade num outro artigo.
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